Um celular na mão, uma ideia na cabeça e o futuro do presente

Elis Monteiro
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Jornalista especializadaem tecnologia e telecomunicações
Para quem adora números, aí vai um impressionante: 27% das fotos tiradas nos Estados Unidos em 2011 foram feitas por smartphones – a maioria, iPhones - e não mais por câmeras digitais, de acordo com estudos da consultoria NPG Group. O número, que representa um crescimento de 10% em relação ao ano de 2010, foi divulgado pela Revista “Veja” em reportagem que trata do crescimento avassalador do uso de celulares para registro de imagens, principalmente em eventos. Trilhando o caminho oposto, caiu bastante o uso de câmeras digitais no mesmo período – queda de 8 pontos percentuais em comparação com o ano de 2010. O Flickr, por exemplo, agrega nada menos que 80 milhões de fotos feitas via celular.
Cá entre nós, os números só abalizam aquilo que a gente observa no dia a dia. Nós mesmos nos acostumamos a sacar o celular para fazer fotos, já que não andamos sempre com a câmera no bolso ou na bolsa. Ele pode não ter a melhor resolução, mas com certeza é muito mais prático. Já há no mercado smartphones com câmeras com mais de 12 megapixels, zoom óptico e digital e possibilidade de edição de imagens via software. As lentes também ficam cada vez melhores, assim como os flashes, que já quebram o galho mesmo em situações de pouca luz.
Há anos convivemos com as previsões do que serão os celulares do dito “futuro” – que não está assim tão inatingível nem tão misterioso. Só falta os aparelhos conversarem conosco, ora pois! E aí surge um tal Siri, software embarcado no iPhone 4S que responde a perguntas, interage com o dono, obedece a ordens, corrige o usuário quando este fala bobagem e, dependendo da solicitação, faz piada com o interlocutor. O Siri é, com certeza, um divisor de águas num mercado que fica cada vez mais sofisticado. Já que todos os aparelhos ganham as mesmas funções, a diferença estará cada vez mais nos detalhes.
O Siri, no entanto, não é apenas um detalhe. Ele é uma revolução, no momento em que os fabricantes se esmeram em lançar aparelhos com novas versões de sistemas operacionais como Android, iOS e Windows Phone. Pois assim como o Siri, a câmera também pode ser vista como diferencial, principalmente porque agora todo dono de celular tornou-se um repórter em potencial e um exibicionista nato. As redes sociais estão aí para provar.
A “foto para o Orkut” com o tradicional sorrisinho já foi substituída pela foto para o Facebook – pra mostrar aos amigos como nossa vida é agitada e estamos sempre em momentos especiais que precisam ser registrados e compartilhados – e a foto para Twitter, que tem um viés de informação/reportagem cidadã. No Facebook queremos parecer cool; no Twitter queremos parecer antenados nas notícias, nos movimentos, nas causas; queremos registrar o trânsito para avisar aos amigos e seguidores, mostramos as pedras no meio do caminho (literalmente), o pôr-do-sol, a gracinha do filho...
O que mais falta para um celular ser “do futuro” (ou futuro do presente)? O que mais vai aparecer para nos deixar embasbacados? Com a palavra, um especialista dos melhores – meu filhotinho “adotivo” Pedro Franceschi, que aos 15 anos chocou a imprensa especializada e a indústria ao criar – sozinho e usando sua precoce genialidade - uma versão em português para o Siri:
- Acho que uma das coisas que faltam é uma melhor interação com o ambiente e com o usuário. Já pensou um celular através do qual você manda um SMS só pensando no que quer dizer, sem ter que ficar digitando numa tela touchscreen minúscula? É claro que isso é a muuuuuuuito longo prazo, mas acho que uma das tendências é essa – diz Pedrinho. É claro que Pedrinho fará parte da geração que transformará radicalmente nossa relação com os aparelhos – e os celulares são apenas o começo, já que muitas das novidades que são testadas neles fatalmente serão adotadas por outros equipamentos, como a TV. Estamos falando de coisas como interface touchscreen e com comando via voz, aparelhos “maleáveis”, “dobráveis” e outras doideiras assim.
(E aqui abro um parêntese para contar rapidamente como Pedrinho, um dos meus gurus preferidos atualmente, entrou na minha vida. Aos 12 anos o gatinho já ganhava uma graninha desbloqueando iPhones via software; aos 13 o conheci e, junto com uma equipe brilhante, convidei-o para palestrar no TEDxSudeste, do qual fui uma das organizadoras. Depois disso, Pedrinho seguiu seu próprio rumo no mercado de aplicativos para iPhones, iPads, iPods e cia, mérito total de seu interesse, seu estudo e, claro, com uma ajudinha de um QI muito acima da média. Daqui a uns anos estarei eu, repórter velhinha, babando de orgulho do meu lindinho. A Apple que se prepare ou o absorva porque vem muita coisa boa daquela cabeça fervilhante. Fecha parênteses) ;-)
E daqui pra frente, Pedrinho, o que será dos celulares? Eles já tiram fotos, organizam nossas vidas, nos dão mapas, e-mails, redes sociais, jogos, aplicativos de saúde, leem códigos de barra e uma infinidade de outras aplicações. Então, o que será o “celular do futuro” diante de um cenário tão avassalador “do presente”?
- O mais engraçado é ver essas metáforas que antigamente pareciam totalmente absurdas se tornando coisas tangíveis – diz ele.
Como o futuro está ali na esquina, a Ericsson decidiu investigar as tendências para 2012. Se o mundo não acabar, veremos, diz ela, a dominação absoluta da conectividade – e aqui, um dado interessante: quando perguntadas sobre os itens sem os quais não conseguiriam viver caso tivessem de cortar custos em casa, a internet é uma das principais respostas – e se for móvel, melhor ainda. Este ano marcará também o surgimento de mais empreendedores que trabalharão com aplicativos e com a internet, fazendo com que cada pessoa possa ser uma provedora particular de serviços. Ao mesmo tempo, as mídias sociais revolucionam a forma como as notícias são produzidas e “relatadas” à sociedade, principalmente quando trazem como testemunhas fotos + vídeos. Isso proporcionará uma maior transparência na “causa pública”.
Outro dado legal da pesquisa da Ericsson é a constatação de que o celular substitui a carteira, sim senhor. Enquanto 90% de todos os donos de smartphones carregam seus celulares com eles, apenas 80% dizem carregar dinheiro. Uma tendência legal é a cloud computing deixar de ser vista como solução corporativa para armazenamento de dados e começar a ser adotada pelo cidadão comum, à medida que fica mais simples de ser compreendida e acessada.
O universo dos smartphones também fica mais feminino – chega de tratar celular top de linha como sonho de consumo de geeks homens. Segundo a Ericsson, o estudo de usuários de smartphones de 2011 da Ericsson mostrou que os homens ainda dominam o uso de serviços de nicho em smartphones, enquanto mais mulheres usam serviços regulares como chamada de voz, SMS e redes sociais como o Facebook. Ao integrar todos os canais de comunicação em um único dispositivo, as mulheres estão conduzindo a adoção em massa de smartphones. O pagamento móvel também está chegando: a pesquisa mostrou que 67% dos usuários de smartphones estão interessados em pagar via celulares ou tablets. Mas tais pagamentos não devem ser vistos de forma isolada, e sim colocados em um contexto de compras cotidianas. Aí sim a modalidade pode dar certo.
Por fim, tudo estará conectado. Os dados móveis ultrapassaram o tráfego de voz no último trimestre de 2009 e os dobraram no primeiro trimestre de 2011. Para 2012, a previsão é de mais e mais gente usando aparelhos que lhes forneçam informações relevantes sempre que necessário. Ou seja, o celular bom é aquele que oferece informação o tempo todo (via redes sociais, SMS, e-mail, etc) e também aquele capaz de enviar dados para os mesmos canais. De preferência com uma boa câmera e uma conexão de qualidade. Mas este é outro papo ;-)
Biographie: 
Para quem adora números, aí vai um impressionante: 27% das fotos tiradas nos Estados Unidos em 2011 foram feitas por smartphones e não mais por câmeras digitais...
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