O celular perfeito para você

Elis Monteiro
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Jornalista especializadaem tecnologia e telecomunicações
Escolher um celular é mais do que ir a uma loja e optar por um modelo colorido, pequeno ou grande, da marca X ou Z; é, antes de qualquer outra coisa, selecionar as funções que vão fazer diferença no dia a dia. Pelo menos deveria ser assim. Um celular é um companheiro, ainda mais depois que os equipamentos ganharam funções de organização pessoal, despertador, relógio, agenda, agregador de contatos, de redes sociais e e-mail. Sendo assim, a pergunta que deve ser feita é: para que mesmo eu preciso desse aparelho?
Parece bobagem, mas a resposta a esta simples pergunta é um grande avanço. Quem se liga muito em fotografia, por exemplo, deve optar por um aparelho que privilegie esta função, assim como os conectados devem sempre optar por um aparelho com Wi-Fi, Bluetooth e acesso à internet. Para os “perdidos”, um GPS pode ser de grande valia. O que quero dizer com isso é que o seu perfil de uso é a mais importante das informações e pode ajudar na tomada de decisão.
Para quem não sabe, o mercado de telefones celulares é dividido em três segmentos, o que também pode facilitar a escolha: a primeira linha de produtos é a chamada low end, aparelhos de entrada, mais baratos e dotados de menos funções, pelo menos aquelas que encarecem os aparelhos, como acesso a e-mail, internet, redes sociais, memória interna, câmera com muitos megapixels, etc.
Os low end são modelos mais básicos e voltados principalmente para quem usa o celular “para falar” e mandar mensagens de texto ou fotos com pouca resolução. Todas as marcas têm opções neste segmento, que aliás é um dos que mais crescem, haja vista que as classes D e E, principalmente, estão sempre trocando de aparelho e precisam de opções mais em conta.
O segundo segmento é o chamado middle end e reúne aparelhos “meio termo”, não muito caros nem muito baratos, mas que já recebem funções mais avançadas, como Bluetooth, câmeras com no mínimo 2 megapixels, acesso a redes sociais – em alguns modelos, a e-mail também – memória interna e outros detalhes que podem fazer diferença se o consumidor deseja mais do que “falar” e mandar torpedos de texto e de fotos (as tais mensagens multimídia ou MMS).
A categoria dos middle end tem crescido consideravelmente por conta de um fenômeno de adoção de tecnologia por parte dos smartphones. Mal comparando, podemos pensar nesta categoria como aquele carro popular que traz vários acessórios que há tempos já adornam os automóveis de luxo. É sempre a mesma lógica – a tecnologia chega primeiro aos modelos mais caros, os chamados topo de linha (ou top de linha) e, aos poucos, com a adoção em massa da tecnologia vem o consequente barateamento, o que permite que a novidade vá sendo adotada nos modelos mais em conta. Quem aí não se lembra da época em que ter Bluetooth no celular era artigo de luxo?
Os middle end de hoje já fazem bonito: as câmeras já têm até 5 megapixels, trazem Bluetooth, Wi-Fi, teclado físico, tela sensível ao toque, por preços que não passam dos R$ 600. Acima deste valor, já podemos considerar a compra de um smartphone, um nome dado a aparelhos com processamento mais rápido (alguns, de mais de 1GHz), acesso à internet e funções de computador. Não que isso signifique que eles possam vir a substituir desktops, notebooks ou tablets, que fique claro.
Os smartphones são aparelhos mais avançados e se encaixam na categoria “topo de linha”, sonhos de consumo daqueles que adoram tecnologia de ponta. São mais do que celulares e, neles, “falar” é apenas uma dentre muitas funções. Por serem dotados de processadores mais rápidos e aplicações multimídia e de escritório (visualizador e editor de textos, acesso a internet e e-mail, organizador pessoal) são os mais caros dentre os três segmentos. Faz sentido, uma vez que eles recebem todas as novidades primeiro. Legítimos representantes desta “classe” seriam o Atrix, da Motorola (que traz processamento duplo); o iPhone, da Apple; o Nokia N8; alguns modelos mais avançados da BlackBerry (RIM); Samsung Galaxy S e muitos outros.
Vale a pena lembrar, ainda, que se caracteriza como smartphone um aparelho que permite o download de aplicativos ou a extensão do número de funções através de seu sistema operacional – seja por meio da ligação do aparelho com o computador ou via download direto dele, usando lojas de aplicativos como a App Store (Apple); Ovi (Nokia); Android Market (aparelhos que rodam o sistema Android); LG Application Store (LG); Playnow (Sony Ericsson); BlackBerry App World (BlackBerry) e Application Store (Samsung).
Mas afinal, eu preciso de um smartphone, um middle end ou um low end? No caso dos extremos – low end e smartphone, o perfil de uso é simples de descrever: quem usa muitos aplicativos/e-mail/gosta de mexer com tecnologia e precisa de um aparelho que seja praticamente um PDA (personal device assistant, um administrador pessoal), a resposta é o smartphone. Para quem usa muito pouco e precisa de um modelo para falar e mandar mensagens, no máximo fazer um registro com a câmera digital, o low end é a solução. E o middle end? Fica no meio do caminho: dependendo da escolha, serve como organizador pessoal e também permite o acesso a produtos de comunicação, como softwares de redes sociais.
O que encarece um produto e pode diferenciar um middle end de um smartphone: 1) a marca – um iPhone, por exemplo, sempre vai ter preço salgadinho; 2) a presença de tecnologias inovadoras, como o uso intensivo de GPS; 3) a tela ser sensível ao toque e maior, o que dá maior conforto na navegação; 4) a quantidade de funções multimídia; 5) a memória interna; 6) a presença de um teclado físico que torne o aparelho mais simples para a entrada de dados; 7) a presença de lojas de aplicativos com opções de extensão do número de funções nativas da área de trabalho do aparelho; 8) a capacidade de conexão do aparelho com computadores e outros dispositivos, como o uso do celular como modem; 9) processadores mais rápidos ou até mesmo duplos, como é o caso do Motorola Atrix; 10) um design arrebatador.
E olha que nem falamos ainda dos aparelhos com múltiplos chips, que por si só rendem um monte de dúvidas. Mas na próxima voltamos ao tema. ---
Elis Monteiro é jornalista especializada em tecnologia e telecomunicações, com 14 anos de experiência na área. Colunista da Globo.com, mantém seu blog telefoniaetc.com alinhado as novas tecnologias comunicacionais.

Elis no telefoniaetc.com

 

Biographie: 
Jornalista super especializada em informática, novas mídias e telecomunicações, conectada em inovações e plugada em novidades.
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