Inovações tecnológicas para meios de pagamentos

Nick Ellis
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Inovações tecnológicas para meios de pagamentos

Por um mundo mais seguro: Inovações tecnológicas para meios de pagamentos.

As inovações tecnológicas para pagamentos estão ficando mais sofisticadas a cada dia e, ao que tudo indica, sempre com o objetivo de oferecer operações mais segurança e fáceis para os consumidores. E as alternativas são – e serão – muitas. Vamos falar sobre algumas delas.

Mas antes de tudo é importante recomendar: assim como no mundo real, é muito importante ficar atento ao que você está comprando on-line e onde você está comprando, assim você evita arrependimentos. E mais uma dica: cuidado para não cair em ofertas que parecem boas demais – para ser verdade –, caso contrário você vai ter que correr para resolver o prejuízo.

O m-commerce (ou Mobile Commerce) é um termo que se refere a todas as compras e vendas feitas por meio de um dispositivo móvel, como o smartphones ou tablets. Esta modalidade de pagamento eletrônico certamente será a que mais iremos ouvir falar (e usar) nos próximos anos.

Com o m-commerce você vai poder comprar produtos ou serviços a partir do seu celular usando NFC (Near Field Communication), tecnologia que permite a troca de informações entre dispositivos sem a necessidade de cabos ou fios (Leia a JAG Dica) ou outras tecnologias seguras.

Ao permitir que seus consumidores usem o celular (ou outro dispositivo móvel) para realizar pagamentos, muitos empreendedores já estão gerando muitos lucros para seus negócios, utilizando diversas tecnologias, como: mobile ticketing, cupons, vouchers ou cartões de fidelidade. Outro tipo de transação bastante comum em celulares, smartphones e tablets é a compra de conteúdo como jogos, músicas e ringtones para os próprios aparelhos. Essa modalidade também tem proporcionado resultados financeiros positivos para as partes envolvidas.

O uso da geolocalização do dispositivo também pode gerar muitas oportunidades de vendas. Empresas podem fazer a localização exata do usuário – claro que isso implica questões de regulação sobre privacidade – e assim ofertar produtos e descontos exclusivos para quem está por perto.

Mas muito mais do que isto, o que é importante mesmo é o apelo da facilidade de pagar produtos e serviços com o seu celular, principalmente entre os jovens.

A tendência, assim como no caso da adoção de outras novas tecnologias, é que os jovens sejam a maioria dos usuários inicialmente. É o que vem acontecendo na Coreia do Sul, país considerado referência em termos de adoção de inovações e celeiro de testes de muitas aplicações que ganham o mundo mais tarde.

Por lá, a adesão já é bastante grande e ao que tudo indica público continuará consumindo intensamente na medida em que for ficando mais velho, ou seja, as empresas que investirem em pagamentos móveis apostando nas faixas etárias mais jovens terão um retorno praticamente garantido nos próximos anos. Se você quiser saber mais sobre segurança no seu smartphone ou tablet, leia a minha coluna do mês passado

 

Onde tudo começou

O m-commerce só será possível por que esta trilhando o caminho aberto por outra modalidade de compras eletrônicas: o e-commerce, já é nosso velho conhecido, mas nem por isto menos importante.

Afinal, ele tem tido um aumento de vendas constante a cada ano, gerando lucros de bilhões de dólares ao redor do mundo. O exemplo mais clássico de vendas on-line é a bem sucedida a Amazon.com, empresa que sempre colocou o cliente em primeiro lugar, e conta com uma logística invejável, além de uma quantidade de servidores que inclusive também são comercializados para outras empresas.

Já no Brasil, um grande responsável por vendas de e-commerce é o Mercado Livre, site fundado em 1999 e que começou uma parceria com o gigante eBay em 2001, empresa pela qual acabou sendo comprado, em 2006.

A disseminação das compras eletrônicas trouxe na sua esteira outras formas de transferir dinheiro de forma segura na Internet para qualquer parte do mundo.

Uma das mais famosas é o PayPal, que já está disponível no Brasil para toda a população. Para você conhecer um pouco mais, o PayPal foi criado em 1988 e rapidamente se popularizou. Em 2002, seu grande rival, novamente o eBay, acabou comprando a empresa, e depois incluindo a tecnologia nas suas operações.

Hoje em dia o PayPal é aceito ao redor do mundo, em diversos tipos de sites. Apesar de ser reconhecido mundialmente pela sua segurança, no final do ano passado, o PayPal enfrentou uma série de ataques "DoS" (Denial of Service, ou Negação de Serviço), que teriam sido organizados pelo coletivo Anonymous, em uma retaliação a decisão do PayPal de bloquear as contas do Wikileaks de Julian Assange.

Atualmente, os pagamentos eletrônicos tiveram de enfrentar as inovações promovidas pelos sites de compras coletivas, que chegaram ao Brasil como uma verdadeira febre. Apesar da aparente segurança das vendas realizadas por este tipo de empresa, nem tudo são flores.

O grande problema é que com a imensa quantidade de empresas oferecendo este tipo de serviço, a fiscalização sobre a qualidade do que está sendo vendido acaba sendo prejudicada, e o cliente acaba sendo prejudicado em muitos casos.

Neste contexto, o IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) está tendo trabalho redobrado com empresas não assumem sua responsabilidade sobre o que está sendo comercializado, além de divulgarem descontos maiores do que realmente são.

Algumas das empresas também usam os dados cadastrais dos seus clientes para veiculação de publicidade de terceiros, ameaçando a privacidade dos consumidores.

Muitos descontos que parecem exclusivos acabam não sendo tão exclusivos assim, e o que é pior, algumas empresas tratam seus clientes obtidos por meio de promoções de compras coletivas de uma forma diferenciada, e eu digo isto no pior sentido possível. Já ouvi falar até mesmo de empresas que tinham uma fila especial para clientes de compras coletivas, algo totalmente contra o propósito de oferecer algo exclusivo para estes clientes.

Medidas obviamente precisam ser tomadas pelas autoridades com vistas de entidades da sociedade civil para conter e deferir regras justas em favor dos consumidores. Resta saber se a ausência de regulamentação também vai permear, ainda que inicialmente, os processos e as relações com os futuros usuários de m-commerce.

E nunca é demais dizer: Se você julgar que está sendo lesado por alguma loja on-line, procure imediatamente o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.

 

Nick Ellis é editor-chefe do TechTudo, novo site de tecnologia da Globo.com, e também é CEO do Digital Drops, eleito como o melhor blog de tecnologia do mundo em língua portuguesa. Nick no Digitaldrops.com.br

 

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As inovações tecnológicas para pagamentos estão ficando mais sofisticadas a cada dia e, ao que tudo indica, sempre com o objetivo de oferecer operações mais segurança e fáceis para os consumidores.
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