
Em 2007, o esquema piloto para a emissão do "Kids-ID", o novo documento de identidade eletrônica da Bélgica para crianças com menos de 12 anos de idade, foi bem sucedido desde o início, especialmente porque a Bélgica foi marcada por diversas tragédias em termos de pedofilia e sequestros de crianças.
O Fedict, o serviço do setor público federal belga encarregado de projetos de governo eletrônico, apresentou recentemente a implementação nacional do programa Kids-ID. Este lançamento, que ocorreu em março de 2009, seguiu a permissão dada pelo governo no dia 19 de dezembro de 2008.
Em um país afetado por diversos casos de pedofilia de destaque, a Bélgica introduziu serviços de proteção para crianças de 6 a 12 anos, a serem implantados tanto pessoalmente, quanto pela internet. Isto provocou a introdução de uma Identidade de cartão inteligente para crianças, muito parecida com aquelas que já estão disponíveis para adultos.
O programa Kids-ID começou no início de 2007, com um esquema piloto, sendo desenvolvido para toda a nação no final de 2008.
O projeto Kids-ID baseia-se na associação de um serviço de proteção interativo, um serviço de internet, e uma versão específica da aplicação da carteira de identidade nacional belga. A carteira de identidade infantil Kids-ID tem o mesmo tamanho de um cartão de crédito e detém informações seguras. Ela oferece três funções:
A identidade infantil Kids-ID não é obrigatória para crianças que permanecerem na Bélgica. Os pais, podem, caso assim desejam, ativar o serviço de atendimento telefônico progressivo (cascading call service), por telefone ou através deste site. Disponível em três idiomas. Uma contribuição para o custo do cartão no valor de 3 Euros é faturada para as autoridades locais. A Kids-ID é um bom exemplo de cooperação com a Child Focus, a Fundação para Crianças Desaparecidas e Sexualmente Abusadas, membro da Missing Children Europe. O comunicado é direcionado para os pais e fortemente apoiado pelas comunidades.
Estes cartões altamente seguros oferecem possibilidades infinitas. Em um futuro próximo, imagina-se que eles poderão ser usados como cartões de biblioteca, cartões de afiliação esportiva ou, talvez, até mesmo como cartões de frequência escolar. Espera-se, também, que eles substituam o cartão da Previdência Social (SIS) para crianças.
É muito evidente que estes dois assuntos sejam as principais preocupações na maioria dos países. Estudos recentes de perfil na Bélgica – Universidade de Ghent e Fedict 2008 – também realçam grupos de usuários homogêneos específicos (famílias monoparentais, cidadãos seniores, pessoas à procura de emprego, alunos, etc.) para quem as soluções adaptadas poderiam ser colocadas juntas. Estas são excelentes oportunidades para contribuir para criar uma estratégia digital que seja mais inclusiva e segura.




